Politica

Lei dos genéricos para uso veterinário é sancionada

Idealizada pelo senador Benedito de Lira (PP-AL), quando ainda era deputado federal, a lei tramitou durante nove anos no Congresso Nacional até ser aprovada

Assessoria 20/07/2012 15:04
Senador Benedito de Lira é o autor da nova lei

Senador Benedito de Lira é o autor da nova lei

A presidente da República, Dilma Rousseff, sancionou uma nova lei (12.689/2012) que autoriza e define regras para a produção e comercialização de medicamentos genéricos para uso veterinário no Brasil. Idealizada pelo senador Benedito de Lira (PP-AL), quando ainda era deputado federal, a lei tramitou durante nove anos no Congresso Nacional até ser aprovada.

A lei 12.689, de 19 de julho, vale para substâncias químicas, biológicas ou geneticamente modificadas encontradas em remédios, vacinas, antissépticos, aditivos, produtos para embelezamento e itens de aplicação ambiental, como pesticidas e desinfetantes.

De acordo com o senador Benedito de Lira, produtores rurais de todo país serão beneficiados com a iniciativa que terá impacto na saúde dos rebanhos. “Com a aprovação do projeto, iremos mudar substancialmente os preços dos medicamentos agropecuários no país, beneficiando toda a sociedade brasileira, abrindo espaço para uma concorrência saudável para o agricultor e o agronegócio”, ressaltou Benedito de Lira.

A nova legislação também define as diferenças entre medicamentos de referência, genéricos e similares, assim como ocorre com os remédios para uso humano.

Os medicamentos genéricos tem o mesmo princípio ativo, mas custam menos que os chamados "de referência", pois não têm marca. Os similares também são mais baratos, mas informam um nome fantasia e o composto ativo, após o vencimento da patente do laboratório que a detém.

Ambos os remédios, porém, devem ter os mesmos princípios ativos, indicação terapêutica, concentração, forma, via de administração (oral, injetável ou para passar na pele) e dosagem que os de marca. Mas podem se distinguir em características como tamanho, formato, embalagem, rotulagem, prazo de validade e substâncias usadas na fórmula para "ligar" ou dissolver outras.

Segundo o parlamentar, essa mudança deverá ter o mesmo impacto da Lei dos Genéricos (9.787/99) para consumo humano na ampliação da concorrência, redução de preços e abertura de um novo segmento econômico. “Esta iniciativa contribuirá para proporcionar melhor competitividade em setor cartelizado e dominado por poucas empresas a fim de beneficiar milhões de produtores rurais na bovinocultura, avicultura, suinocultura e ovinocaprinocultura, entre outros. Também devemos gerar empregos com o início da produção de genéricos veterinários”, explicou o senador.

A Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos) estima que os medicamentos genéricos para humanos são, no mínimo, 35% mais baratos que os medicamentos de referência. Na prática, na venda ao consumidor são em média 50% mais baratos.

Com o objetivo de incentivar o uso dos genéricos de uso veterinário, a nova lei autoriza o Governo Federal a adotar medidas especiais relacionadas ao registro, à fabricação, ao regime econômico-fiscal e à distribuição.

Para registro do medicamento, o fabricante deverá comprovar ao Ministério da Agricultura os requisitos de taxa de excreção, resíduos e período de carência para garantir que animais abatidos não tenham resquícios dos remédios utilizados. A regulamentação deverá definir ainda as regras para a orientação e fornecimento de medicamentos (dispensação).

Modificação – A Presidência da República vetou o dispositivo do projeto original que determinava que a União deveria dar preferência aos genéricos nas compras governamentais. De acordo com a justificativa da Presidência, essa obrigatoriedade poderia “prejudicar a competitividade” do mercado.

A Lei também definiu que a competência para a adoção de medidas relacionadas a regime econômico-fiscal é do Ministério da Fazenda. Já o Ministério da Saúde será o órgão responsável por disciplinar e fiscalizar os produtos de uso veterinário, conforme a legislação sanitária federal.


fonte: http://www.tribunahoje.com/noticia/33970/politica/2012/07/20/lei-dos-genericos-para-uso-veterinario-e-sancionada.html






Canal deTelevisão para Cães

23-04-2012 | Cães

Estados Unidos

Numa tentativa de chegar a um nicho de mercado nunca antes explorado, uma empresa de televisão americana com sede em San Diego, na Califórnia, criou um canal de televisão adaptado a cães, a Dog TV, canal esse que já é comercializado por duas empresas de televisão local por cabo, tendo desde logo sido um sucesso. O que os responsáveis pelo canal não esperavam era que houvesse tanta procura como a que está a haver, e depois deste sucesso ponderam já expandir o seu negócio a outros estados, ou mesmo cobrir todo o território americano.

Para criar um canal de televisão canino, teve de ser tido em conta uma grande quantidade de itens. Por um lado, uma emissão normal não seria minimamente apelativa para os cães, já que há cores que os cães não conseguem captar, e por outro lado os sons também têm de ser tratados de forma a serem audíveis de forma minimamente interessante para os cães.

A emissão está disponível durante o período de 8 horas em que majoritariamente os donos estão a trabalhar e tem um custo de 4,99 dólares americanos. A programação destina-se a manter os animais tranquilos durante o tempo em que estão sozinhos e durante o período de emissão são transmitidas imagens de situações e sons com que os cães se deparam no dia-a-dia, para ajudá-los também a lidar melhor com as saídas à rua quando estão com os donos.

Fonte: http://bicharada.net/animais/noticias.php?nid=1828


CFMV cobra rigor em comércio de medicamento veterinário

As vendas de medicamentos de uso animal no Brasil, de acordo com Benedito Fortes de Arruda, eleito para o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), são livres, ou seja, não é obrigatória a apresentação de um receituário.

26/12/2011
O "desinteresse" do Ministério da Agricultura em regulamentar a aquisição de produtos da linha veterinária no mercado nacional é uma das principais críticas do presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Benedito Fortes de Arruda, eleito na semana passada para a gestão 2012/2014. Em entrevista ao Valor, Arruda diz que será prioridade do seu mandato a busca de uma regulamentação para as vendas de produtos e a obrigatoriedade do receituário para outros, principalmente os antimicrobianos, anestésicos e antiparasitários.
As vendas de medicamentos de uso animal no Brasil, de acordo com Arruda, são livres, ou seja, não é obrigatória a apresentação de um receituário. "Em alguns casos, por exemplo os anestésicos, já existe regulamentação, mas que não é seguida. Vou tentar no Ministério da Agricultura dar andamento no processo que exige apresentação de receita. Caso não seja possível, ou não ande, vamos para o Congresso tentar fazer isso por meio de lei", diz Arruda.
Para ele, a falta de interesse se deve ao próprio Ministério da Agricultura. "Se esse caso estivesse em outro ministério, por exemplo, o da Saúde, isso já teria saído", comenta. De acordo com o dirigente, o CFMV espera retomar as conversas com o Ministério da Agricultura, como também, avançar nos entendimentos que existem com o Ministério da Saúde para que haja uma portaria interministerial de regulamentação para aquisição de produtos veterinários.
O uso desregulado de produtos, afirma Arruda, pode causar a contaminação dos alimentos e subprodutos de origem animal. "Já foram registradas ocorrências em exportações que afetaram a economia com a paralisação de embarques para alguns países", diz.
Ele se refere ao episódio de descoberta de resíduos acima do permitido do vermífugo ivermectina em carne bovina brasileira industrializada exportada para os EUA. Para ele, o maior controle com a supervisão de um veterinário evitaria alguns desses problemas.
Para dar conta da provável crescente demanda de serviços, será dada ênfase na formação profissional. "Iremos atuar em diversas frentes para que possamos oferecer cada vez mais, profissionais bem formados e atualizados para a sociedade", afirma.
O Ministério da Agricultura informou, por meio de nota, que todos os produtos veterinários licenciados no Ministério passaram por todas as provas e testes que garantem eficácia, estabilidade e segurança. Ainda segundo o texto, desde 1995, o ministério regulamentou a comercialização de produtos de uso veterinário. As vendas desses produtos ficaram livres, desde que sob prescrição do médico veterinário e com a receita arquivada.
Posteriormente, em 2002, algumas vendas passaram a ser obrigatórias com receita arquivada dos produtos à base de substâncias anabolizantes, anestésicos e entorpecentes. Em 2007 o ministério publicou uma consulta pública para expandir a lista incluindo os antimicrobianos e antiparasitários. A proposta em questão está sendo analisada no Departamento de Fiscalização de Insumos Pecuários, podendo ser encaminhada, em breve, à Consultoria Jurídica do Ministério, com previsão de publicação e entrada em vigor em fevereiro de 2012.
Fonte: http://www.cntu.org.br/cntu/internas.php?pag=MTAwNA==

Saúde - 24/08/2011 - 13:08


Coxim (MS) tem 19 casos confirmados de leishmaniose humana

 

A leishmaniose em humanos está sendo considerada uma epidemia no município de Coxim. Até quarta-feira (24), a secretaria de Saúde já havia registrado 26 casos e ainda há 19 casos confirmados.

Conforme a gerente de Vigilância Sanitária, Adriana Haidar, não existe uma região específica, os humanos infectados pela doença estão em toda a cidade, inclusive no assentamento Vale do Taquari.

Dois homens morreram por conta da leishmaniose em Coxim. Em setembro de 2010, a leishmaniose visceral matou o funcionário público municipal, João Gonçalves da Silva, de 55 anos. Já em março de 2011 morreu o aposentado Luiz Félix da Silva, de 88 anos.

O maior problema é que há 40 dias a prefeitura não realiza coletas de sangue para exames e eutanásia dos cães doentes, pois o contrato com o médico veterinário responsável por esses serviços venceu e ainda não foi renovado.

Por telefone, o secretário de Saúde, Gilberto Portela, desmentiu a informação e garantiu que Elton Villar de Jesus, o médico veterinário em questão, está trabalhando. Entretanto, Jesus afirmou que não trabalha para a prefeitura de Coxim desde o dia 15 de julho, ou seja, há 40 dias.

A informação do médico veterinário é que o contrato entre sua clínica e a prefeitura está sendo elaborado, “mas até o momento não assinei nada”, garantiu Jesus.
De acordo com o médico veterinário, eram feitos cerca de 10 exames por dia em cães, sendo que a maioria dava positivo. O número de cães sacrificados por mês era de aproximadamente 200. Esses números são referentes ao trabalho desenvolvido pelo município, sem contabilizar os exames e eutanásias de clínicas particulares.

Se a prefeitura não vem cumprindo com sua obrigação, cabe a cada cidadão cuidar do seu cão e do seu quintal, evitando acúmulo de lixo, principalmente de matéria orgânica, como restos de comida. A melhor maneira de prevenir a doença é colocar uma coleira no cão.

A coleira consegue proteger o seu cão contra flebótomos, moscas e carrapatos com alta eficácia e pode ser comprada em agropecuárias ou clínicas. Imediatamente após a colocação no pescoço do cão, começa a liberação do seu princípio ativo, a deltametrina, que se distribui de forma rápida e uniforme pela pele do cão até atingir todo o corpo.
Segundo a promotora de Justiça, Daniella Costa da Silva, o MPE (Ministério Público Estadual) instaurou inquérito civil para apurar a situação da doença em Coxim.

As informações repassadas ao MPE eram de que a doença estava controlada. Porém, diante das novas informações, a promotora promete tomar novas providências, pois trata-se de uma questão de saúde pública. (Com informações do site Edição MS)


Fonte: Priscilla Peres - Capital News (www.capitalnews.com.br)



11-02-2011 | Animais
Portugal


Tumor mamário é o cancro mais presente em animais

Prevenção pode evitar gastos dos donos nas cirurgias

O cancro da mama é a doença oncológica mais prevalente nos animais de companhia e representa cerca de 50% das neoplasias em cadelas.

Luís Montenegro, médico veterinário, refere que «em Portugal há ainda um grande desconhecimento face aos tumores nos animais e à prevenção que pode ser feita, por exemplo, no cancro da mama, o mais prevalente». A esterilização do animal, em idade jovem e preferencialmente antes do segundo cio, não havendo objetivos reprodutivos por parte do dono, é uma das melhores formas de evitar o aparecimento deste tipo de cancro.

Segundo o veterinário «esta hipótese vai prevenir o sofrimento do animal e é também uma opção que sairá mais econômica para o dono, porque evita tratamentos para o cancro, como a cirurgia e a eventual quimioterapia, que são muito dispendiosos.»

Se houver a intenção de criação, o dono deve estar atento a sinais que podem significar que o seu animal de estimação não está bem de saúde. Luís Montenegro explica que «é importante a vigilância rotineira da mama, verificar se há pequenos nódulos porque se o tumor for detectado quando tem o tamanho de um bago de arroz a cirurgia vai resolver o problema. O dono deve também controlar se há uma alteração súbita do comportamento que inclua perda de apetite; perda de vitalidade ou falta de vontade para se exercitar, para que o cancro seja detectado em fases iniciais e possa haver uma atuação atentada do veterinário.»

A incidência de cancro nos animais de companhia aumentou, nos últimos anos, a uma grande velocidade e é já a causa de morte não acidental mais comum. Por esta razão, e por haver uma necessidade de atualizar e ampliar o conhecimento dos profissionais do sector, o VII Congresso Veterinário e o I Congresso de Enfermagem Veterinária, que decorre entre os dias 12 e 13 de Fevereiro em Santa Maria da Feira, dedicam-se, exclusivamente à temática da oncologia nos animais.

O objetivo, segundo Luís Montenegro, que é também o organizador do congresso, “é fornecer ao médico veterinário e ao enfermeiro um conhecimento amplo sobre a oncologia, de maneira a que estes ofereçam uma correta assistência quando se depararem com uma situação de cancro”.

O Congresso Veterinário e de Enfermagem Veterinária é o maior evento da área da saúde animal organizado em Portugal e recebeu o ano passado mais de 1200 congressistas, entre os quais esteve um número significativo de profissionais do sector internacionais. Luís Montenegro refere «este é um evento que tem vindo a promover a região do Grande Porto internacionalmente».


28.11.2010

 Inglaterra

 Cães podem ser mais inteligentes que gatos

 

Os cães serão mais inteligentes que os gatos? Sim, pelo menos é isso que diz um artigo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, tendo por base um estudo realizado por uma equipa de investigadores do Institute of Cognitive and Evolutionary Anthropology, da Universidade de Oxford.

Segundo este estudo, a sociabilização é a chave para o desenvolvimento do cérebro, ao longo de milhões de anos, e o fato de os cães se sentirem bem em grupo favoreceu-os em relação aos gatos, que são mais individualistas.

Estes resultados de comparação entre cães e gatos foram obtidos utilizando alguns testes padrão de aprendizagem nos animais. Temos por exemplo a utilização de equipamentos para disponibilizar alimento, que os cães aprenderam a utilizar com o tempo, ao contrário dos gatos, que nunca utilizaram os meios ao seu dispor para se alimentarem.

E não são só os cães, mas os canídeos em geral. Lobos e raposas, por exemplo, são também bastante astutos e isso se deve ao fato de pertencerem todos ao mesmo ramo evolutivo, vindo assim comprovar as histórias das raposas matreiras.

Para este estudo, que decorreu durante um ano, foram usados como amostra cerca de 500 espécies diferentes de mamíferos, e conclui-se que nos animais mais sociáveis os seus cérebros tiveram um maior desenvolvimento os longo do tempo. Depois do Homem, foi o cérebro dos macacos que cresceu mais ao longo do tempo, seguido por cavalos, golfinhos, camelos e cães. Em comparação, o cérebro dos gatos e dos veados, por exemplo, animais menos sociáveis, tiveram um menor desenvolvimento no mesmo período de tempo.

Este é, certamente, um tema apaixonante e que pode separar aqueles que gostam mais de gatos daqueles que preferem os cães. Sorte tem os que gostam de ambos, juntam o melhor dos dois mundos e ficam satisfeitos, em qualquer dos casos.


110 mil cães infectados com Leishmaniose

em Portugal

15/10/2010 às 17:01
                                  
 Cerca de 110 mil cães portugueses estão infectados com Leishmaniose canina, uma infecção grave transmitida por um mosquito (o flebótomo). Esta é uma doença que é transmissível ao Homem e, por isso, constitui um risco para a saúde pública. A taxa de prevalência está a aumentar, pelo que é cada vez mais importante apostar-se na prevenção, alerta Rodolfo Neves, médico veterinário e membro da Leishnet, a primeira rede epidemiológica da Leishmaniose canina a Europa, criada pelo Observatório Nacional das Leishmanioses.

Este número resulta de um estudo levado a cabo entre 1 de Abril e 31 de Agosto deste ano, em 101 centros de atendimento médico-veterinário de Portugal continental e ilha da Madeira, que reportaram o rastreio de 445 animais. Deste total, registaram-se 137 casos positivos (dos quais 105 são novas infecções), sendo Lisboa a região do país com maior número de casos por distrito (33). Foi também o distrito que mais participou nas acções de rastreio (111 fichas recebidas). Uma extrapolação nacional permite deduzir que, em igual período, cerca de 1.000 novos cães desenvolveram a doença, ou seja, 6% da população canina nacional.

Rodolfo Neves alerta para o fato de os números do estudo referirem-se apenas a cães que têm dono e acompanhamento médico-veterinário regular. “Por todas as razões, mas também por esta, o abandono de animais infectados pode constituir um grave perigo para a saúde púbica. Os cães abandonados têm uma pior alimentação e estão mais sujeitos a parasitas, bactérias e vírus, passando a ser autênticos disseminadores de doenças”, avisa.

Este primeiro relatório da Leishnet será divulgado no Encontro Nacional da Ordem dos Médicos Veterinários que terá lugar este fim-de-semana, no Monte de Caparica. De acordo com este médico-veterinário, o estudo permitiu concluir que todos os distritos de Portugal continental apresentam soropositividade (de 1% a 15%), o que significa que há risco de infecção em todo o território e esta taxa tem tendência para aumentar. Rodolfo Neves explica que o flebótomo beneficia com o aquecimento global, o que significa que, a manter-se o aumento da temperatura no planeta, podemos assistir a um crescimento da presença deste inseto. Neste momento, a atividade do mosquito desenvolve-se essencialmente entre Abril e Novembro.

                                        

PERGUNTAS & RESPOSTAS

Como se transmite? A Leishmaniose canina é causada pelo parasita Leishmania e transmitida por um inseto chamado flebótomo (Leishmania infantum). Uma vez infectado, o cão passa a ser uma espécie de reservatório da doença, podendo transmiti-la a outros cães e ao ser humano (zoonose).

Como se manifesta? Há que esclarecer, primeiro, que nem todos os cães infectados com o parasita Leishmania desenvolvem a doença, por possuírem anti-corpos. E há animais que não manifestam sinais da doença, embora estes casos sejam raros. Os primeiros sintomas a aparecer são, geralmente, a perda de pêlo, descamação (sobretudo na zona da cabeça, cauda e patas) e seborréia. Se não for tratada, a doença alastra pelo resto do corpo, podendo surgir úlceras, escaras e febre. Sendo uma doença sistêmica, afeta invariavelmente os rins, causando insuficiência renal crônica (nesta fase, o cão urina com mais freqüência, bebe mais água, fica prostrado e perde peso). Assim que estes sinais começaram a surgir, o cão deve ser imediatamente encaminhado para o médico veterinário. Nos casos mais graves, a leishmaniose pode causar a morte do animal ou obrigar a eutanasiá-lo, para que não sofra mais.

Há cães mais propensos à doença do que outros? De acordo com Rodolfo Neves, esta é uma doença que tem tendência a atingir mais os cães de raças não autóctones, como os retriever de labrador, rottweiler, o pastor alemão e o boxer, e mais os machos (prevalência de 67%). Alguns estudos indicam que a pelagem longa tem um efeito de proteção, uma vez que o mosquito prefere áreas sem pelo, mas este fato ainda carece de confirmação científica. Antes, a Leishmaniose canina era uma doença com maior prevalência nas zonas rurais, mas o estudo agora concluído aponta para que se esteja a tornar cada vez mais urbana, devido à existência de jardins e espaços verdes com condições para a reprodução e desenvolvimento destes mosquitos.

O que fazer para proteger o meu cão? A prevenção é, de fato, indispensável no caso da Leishmaniose, uma vez que não existe vacina contra a doença. Rodolfo Neves aconselha  fazer um rastreio anual à doença, especialmente entre os meses de Janeiro e Março. Devem-se proteger os cães com um inseticida com efeito repelente sobre o flebótomo, sendo as mais eficazes as coleiras impregnadas de deltametrina (em Portugal, apenas a Scalibor comercializa este tipo de coleiras), que têm a duração de seis meses.

Que tratamentos existem? Rodolfo Neves alerta para o fato de a prevenção ser muito mais barata do que o tratamento, a todos os níveis. Se o animal for tratado aos primeiros sinais da doença, através de medicação oral ou injeções, pode recuperar clinicamente, mas, mais cedo ou mais tarde, irá desenvolver uma recidiva. Passa a ser um cão com necessidade de uma maior prevenção e uma maior vigilância médica.

 Fonte: http://jn.sapo.pt/blogs/osbichos/archive/2010/10/15/110-mil-c-227-es-infectados-com-leishmaniose-canina-em-portugal.aspx

 

13/08/2010

Pesquisadores desenvolvem sistema para "ler" emoções de bichos

Por Sindya N. Bhanoo

The New York Times


Donos de bichos de estimação gostam de pensar que podem julgar facilmente o humor de seus cachorros ou gatos, mas descobrir métodos científicos reais para avaliar as emoções de animais é bastante difícil.

Numa revisão publicada na “The Proceedings of the Royal Society B”, pesquisadores descrevem um sistema que pode ajudar outros cientistas a medir o humor animal.

Por ser difícil julgar o estado emocional de um animal, os pesquisadores desenvolveram um modelo que correlaciona o estado emocional à tomada de decisões. Um animal que, ao ouvir um farfalhar na floresta, adota uma postura de “segurança em primeiro lugar”, está provavelmente se sentindo pessimista, segundo o sistema.

Inversamente, um animal se sentindo otimista interpretaria esse mesmo farfalhar como uma possível presa.

Para criar o sistema, os pesquisadores usaram dados anteriormente obtidos com roedores, além de pesquisas prévias avaliando o humor de ovelhas e porcos quando inseridos em diferentes ambientes.

“Muito disso também vem de pesquisas em humanos”, disse Mike Mendl, pesquisador de comportamento animal da Escola de Ciência Veterinária Clínica, na Universidade de Bristol, e principal autor do estudo. “Mas os humanos são muito complicados. Com animais, podemos pensar sobre isso de uma forma mais simples”.


23/06/2010

 DESENVOLVIDA VACINA INÉDITA CONTRA PIODERMITE CANINA

 Uma vacina inédita, desenvolvida por pesquisadores do curso de Medicina Veterinária da UFPR, para uma infecção de pele canina, a piodermite, está em processo de licitação na Agência de Inovação. O trabalho foi iniciado há cerca de quatro anos a pedidos de veterinários. A vacina ainda tem um diferencial: além de prevenir, ela combate a doença, com índices 88% de eficácia.


A piodermite canina é causada pela bactéria Staphylococcus pseudintermedius que, segundo estudos, libera cerca de quinze substâncias nocivas aos cães. Como explicam o pesquisador José Francisco Ghignatti Warth e o veterinário especialista em dermatologia canina, Cristóvão Camara Pereira, todos os cães possuem essa bactéria e a infecção não é contagiosa para outros cães ou humanos. “Mas quando existem lesões como a picada de uma pulga ou mordida de um cão, as bactérias se multiplicam, causando bolhas de pus e coceira”, esclarece Warth. Além disso, ela também pode ser desencadeada por alergias, parasitas, infecções por fungos, problemas do sistema imunológico ou desequilíbrio das glândulas endócrinas.

A pesquisa fez parte da tese de doutorado da médica veterinária Cybelle de Souza, realizado no período de 2004 a 2007, na Universidade Estadual Paulista (Unesp). Os estudos foram todos realizados no campus agrárias da UFPR. Segundo Cybelle, a vacina surgiu devido à necessidade de uma terapia alternativa para as piodermites. O tratamento convencional com antibióticos pode ser caro, longo e desconfortável para alguns animais que sofrem com efeitos colaterais a estes medicamentos”, afirma Cybelle. Além disso, muitos animais têm a chamada piodermite idiopática recidivante, ou seja, o animal tem repetidos episódios de piodermite na ausência de uma causa primária que a justifique.

A vacina é produzida a partir da toxoide: toxina inativada da bactéria, como explica Warth. As bactérias do tipo Staphylococcus pseudintermedius liberam toxinas que impedem que os fagócitos (células do sangue que protegem o corpo através da ingestão de partículas estranhas, bactérias e células mortas) as ingiram. A vacina faz com que o organismo do animal produza anticorpos anti-toxina que desativam as toxinas produzidas pelas bactérias e assim permite a livre ação dos fagócitos na defesa do organismo.

Foram realizadas pesquisas em cães doentes da Sociedade Protetora dos Animais, beagles sadios da própria UFPR e em camundongos. Nos camundongos, além da vacina, também foi utilizado também o soro. A soroterapia não foi testada nos cães, devido a grande quantidade de soro necessária. Nos cães infectados, o organismo reagiu positivamente em cerca de uma semana. A resposta foi bem rápida demonstrando que o sistema imunológico já tinha sido ativado e estava assim apenas adormecido. Já nos beagles foi verificado o número de anticorpos suficientes para a prevenção da infecção.

 

Uma vacina inédita, desenvolvida por pesquisadores do curso de Medicina Veterinária da UFPR, para uma infecção de pele canina, a piodermite, está em processo de licitação na Agência de Inovação. O trabalho foi iniciado há cerca de quatro anos a pedidos de veterinários. A vacina ainda tem um diferencial: além de prevenir, ela combate a doença, com índices 88% de eficácia.

A piodermite canina é causada pela bactéria Staphylococcus pseudintermedius que, segundo estudos, libera cerca de quinze substâncias nocivas aos cães. Como explicam o pesquisador José Francisco Ghignatti Warth e o veterinário especialista em dermatologia canina, Cristóvão Camara Pereira, todos os cães possuem essa bactéria e a infecção não é contagiosa para outros cães ou humanos. Mas quando existem lesões como a picada de uma pulga ou mordida de um cão, as bactérias se multiplicam, causando bolhas de pus e coceira, esclarece Warth. Além disso, ela também pode ser desencadeada por alergias, parasitas, infecções por fungos, problemas do sistema imunológico ou desequilíbrio das glândulas endócrinas.

 

A pesquisa fez parte da tese de doutorado da médica veterinária Cybelle de Souza, realizado no período de 2004 a 2007, na Universidade Estadual Paulista (Unesp). Os estudos foram todos realizados no campus agrárias da UFPR. Segundo Cybelle, a vacina surgiu devido à necessidade de uma terapia alternativa para as piodermites. O tratamento convencional com antibióticos pode ser caro, longo e desconfortável para alguns animais que sofrem com efeitos colaterais a estes medicamentos, afirma Cybelle. Além disso, muitos animais têm a chamada piodermite idiopática recidivante, ou seja, o animal tem repetidos episódios de piodermite na ausência de uma causa primária que a justifique.

A vacina é produzida a partir da toxoide: toxina inativada da bactéria, como explica Warth. As bactérias do tipo Staphylococcus pseudintermedius liberam toxinas que impedem que os fagócitos (células do sangue que protegem o corpo através da ingestão de partículas estranhas, bactérias e células mortas) as ingiram. A vacina faz com que o organismo do animal produza anticorpos anti-toxina que desativam as toxinas produzidas pelas bactérias e assim permite a livre ação dos fagócitos na defesa do organismo.

Foram realizadas pesquisas em cães doentes da Sociedade Protetora dos Animais, beagles sadios da própria UFPR e em camundongos. Nos camundongos, além da vacina, também foi utilizado também o soro. A soroterapia não foi testada nos cães, devido a grande quantidade de soro necessária. Nos cães infectados, o organismo reagiu positivamente em cerca de uma semana. A resposta foi bem rápida demonstrando que o sistema imunológico já tinha sido ativado e estava assim apenas adormecido. Já nos beagles foi verificado o número de anticorpos suficientes para a prevenção da infecção.
Warth diz ainda que anteriormente existia apenas uma vacina parecida, produzida nos EUA. Contudo, ela não tinha o adicional de também combater a doença e que ela custava muito caro.

Pereira diz que utiliza a vacina há cerca de quatro anos, mas que há dois a vacina tem sido bem eficiente. Ele diz que sempre procura materiais para otimizar o seu trabalho. Não ter a vacina seria a mesma coisa que ter 50% menos chance de sucesso, expõe. Além disso, para ele, veterinários são juízes do bem estar do animal e a vacina não traz nenhum risco, ao contrário dos antibióticos que podem causar danos. O veterinário diz que alguns pacientes ficam indecisos porque o tratamento é longo, cerca de 5 a 7 aplicações ou mais, mas ele não tem dúvidas da escolha. Eu imponho a vacina para meus pacientes, brinca.

 

Fonte: Jornal Comunicação

Veterinárias lançam sorvete para cachorro; especialista condena petiscos

Folha Online

21 de marco de 2010 1:06:42

Os sorvetes tradicionais podem causar diarréia, vômito e cáries nos dentes dos animais de estimação. Com o forte calor do verão e a relação cada vez mais cheias de mimos entre os donos e seus bichos, duas veterinárias de São Paulo lançaram, em janeiro, um sorvete produzido especialmente para cachorros.

Thaís Mucher, veterinária e empresária, afirma que a idéia surgiu porque ela mesma dava sorvete para seu cachorro. "Muita gente faz isso, mas não é recomendado. Nós pegamos a fórmula básica de um sorvete e tiramos a gordura hidrogenada, o açúcar e diminuímos em quase 50% o teor de lactose", explica.

A veterinária alerta que o sorvete -- que tem o selo do SIF (Serviço de Inspeção Federal)-- não é indicado para cachorros diabéticos e com hipersensibilidade à lactose. O produto também não é indicado para gatos, aves, répteis e outros mamíferos. "Nós fizemos testes com gatos, não aconteceu nada e não há nenhuma contra-indicação. Mas como não fizemos todas as pesquisas com gatos que fizemos com os cachorros, não fazemos a indicação", explica Thaís.

E para os donos zelosos, que gostam de provar tudo o que dão para seus animais, também não há contraindicação. "Eu experimentei o sorvete, ele só é um pouco mais suave que o tradicional. Tenho cachorro desde os dois anos, trato meus animais de estimação como se fossem crianças e isso, hoje em dia, é cada vez mais comum. Por isso, experimento tudo de diferente que vou dar para meu cachorro", diz Thaís.

Thaís e sua irmã Juliana, que também é veterinária, dizem acreditar que o produto é o primeiro do tipo fabricado no Brasil. "Fizemos muitas pesquisas, achamos uma marca registrada, mas não achamos o sorvete para vender e não achamos site da empresa. Encontramos sorvetes para cachorros produzidos nos Estados Unidos, Bélgica e Taiwan", diz Thaís.

Nutrição desregulada

O médico veterinário especialista em dermatologia, Alexandre Pasternak, não recomenda nenhum tipo de petisco para os animais de estimação. Pasternak, que é diretor da Anclivepa (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais) de São Paulo, diz que 90% das alergias em cachorros são causadas por esses tipos de alimentos.

"O cachorro não é seletivo, não tem uma necessidade de variedade grande de alimentos. As rações já são balanceadas com o que o animal precisa, quando o dono coloca alguma coisa a mais na alimentação do cachorro, desregula o balanceamento da ração", explica Pasternak.

De acordo com o veterinário, a alimentação desregulada, com o excesso de carboidrato dos petiscos, pode causar distúrbios gastrointestinal, endocrinológico ou dermatológico, como as alergias, obesidade, diabetes e hipertireodismo. "Eu não recomendo bife, sorvete, nada disso. Uma cenoura e interação com o animal são mais indicados do que esses petiscos", afirma Pasternak.


Senado aprova lei que permite fabricar genéricos veterinários

24 de novembro de 2009 - 14:00h
Autor: A Gazeta


A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou o texto substitutivo de três Projetos de Lei em tramitação no Congresso Nacional, que institui a fabricação e comercialização de medicamentos genéricos veterinários. O texto, elaborado pelo senador Gilberto Goellner (DEM-MT), visa baratear remédios veterinários, o que vai reduzir os custos para criadores de diversas espécies, como bovinos, suínos, equinos, ovinos e outros.

Com a aprovação pela comissão, o texto segue para ser apreciado em Plenário, o que na opinião de Goellner, terá o trâmite rápido. A expectativa é que o projeto se transforme em lei, definitivamente, nos próximos dias. De acordo com a redação aprovada, os produtos genéricos de uso veterinário poderão ser produzidos para fins farmacêuticos. Não será permitida a produção de vacinas e soros.

O projeto tem como base o sucesso obtido com a fabricação e comercialização de genéricos para uso em humanos. Para o parlamentar, isso propiciou a concorrência e mais laboratórios passaram a fabricar os medicamentos, usando princípios ativos similares, com valor menor. "Esperamos que isso aconteça também com os genéricos para uso veterinário. Assim o produtor terá à sua disposição mais alternativas e pagará menos pelo produto".

Para o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, toda legislação que puder reduzir os custos dos criadores é bem-vinda. Ele diz que não tem um levantamento de quanto os pecuaristas gastam com medicamentos, mas considera que é um custo importante na planilha. "O quanto antes a legislação entrar em vigor, melhor para a cadeia produtiva".

O registro do produto veterinário genérico será feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).


MANATIS ACIDENTADO DE FORMA REPETIDA

 Os manatis, conhecidos no Brasil por peixe-boi ou vacas-marinhas, estão a sofrer com a presença do Homem nas zonas onde habitualmente se encontram.
Primeiro, foi a caça que durante muitos anos lhes foi movida. Depois, os barcos, que com as pás dos seus hélices ferem repetidamente estes dóceis animais, já que a sua lentidão e a necessidade de respirar à tona fazem deles vítimas freqüentes de acidentes com barcos.
Recentemente, um animal demonstrou como a sua vida corre sérios riscos a viver no seu ambiente natural. O animal, de nome Arthur, foi resgatado ainda jovem, quando arrojou a uma praia na Paraíba. Durante seis longos anos esteve em cativeiro a ser preparado para ser libertado e cumprir o resto da sua vida em liberdade fazendo aquilo que se espera dele, que procrie, evitando assim que estes animais desapareçam. Passados apenas cerca de dois meses, teve de ser outra vez resgatado, já que foi encontrado gravemente ferido e foi necessário levá-lo para local seguro, para o Centro de Reabilitação do Peixe-Boi, em Itamaracá, onde irá receber os cuidados necessários ao seu pleno restabelecimento. No entanto, os ferimentos externos não foram o único problema de Arthur, pois também comeu alguns fios de nylon usados nas redes dos pescadores, o que acabou por criar outros problemas.

Este caso em particular demonstra bem como a sobrevivência destes animais pode estar em risco e demonstra também como o trabalho e abnegação daqueles que dedicam a sua vida à espécie é importante e fundamental para que estes dóceis gigantes continuem a ser encontrados no seu ambiente natural no Brasil.


PROBEM

A PROBEM (Associação de Proteção e Bem Estar Animal) lança uma campanha de incentivo à castração de cães e gatos de famílias cuja renda não ultrapasse 5 salários mínimos.

A castração não é gratuita, mas realizada a preço diferencial para estas famílias que deverão apresentar cópia do RG, CPF, comprovante de renda e residência, preencher uma ficha sócio-econômica e ficar sujeito a aprovação do serviço de assistência social.

Os valores variam de R$ 50 a 200,00 conforme o tamanho, sexo, idade e condições clínicas do animal. As cirurgias são realizadas em clínicas parceiras com médicos veterinários experientes e todo o suporte técnico necessário.

A PROBEM é uma entidade legalmente constituída que não recebe auxílio de nenhum orgão público, sua manutenção é feita pelos próprios membros e pela venda de produtos, por esta razão não temos condições para disponibilizar atendimento gratuito.

Qualquer dúvida acessar: www.probem.org




 

Rua Mateus Leme, 3312  São Lourenço, Curitiba-PR

telefones: 3253-6008 e 8495-3907

  Site Map